segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Minha história 4

Foi através da internet que descobri que não era louco e que haviam outras pessoas com os mesmos fetiches que eu, ainda que morassem léguas de distância do Brasil. Mas nada encontrava na internet sobre vampirismo a não ser um ou outro RPG ou citações retiradas de livros romanceados.
Um dia li o livro Romance de Uma Rainha, do Conde Rochester, um livro espírita que retrata a vida de um sacerdote que se torna vampiro no antigo Egito. Foi a primeira vez que li algo fora dos romances de Anne Rice e afins. Mas aquilo era pouco.
Um dia encontrei num grupo da internet sobre bruxaria e lá encontrei uma pergunta sobre Strigoi Vii. A pessoa perguntava se alguém conhecia mais sobre o assunto e dizia que tinha ligação com vampirismo. Procurei a palavra pela internet e nada encontrei.
Mas depois de muito procurar encontrei uma biblioteca virtual de onde baixei alguns livros que achei interessantes, inclusive dois em especial: O Livro Negro de Satã e a Bíblia Vampírica.
Era a primeira vez que lia algo sobre o assunto e lia um livro com invocações satânicas e vampíricas.
Confesso que li os dois livros e achei que não eram coisas sérias, principalmente a Bíblia Vampírica, que achei com cara de mais um livro de RPG.
O Livro Negro de Satã considerei um livro pagão e não simplesmente um livro satanista.
Mas, por algum estranho motivo não consegui ter vontade de apagar os dois livros.
Quase 1 ano depois lá estavam os livros no meu desktop.
Resolvi lê-los de novo, começando pelo
Livro Negro de Satã. Só que desta vez eu li em voz alta as invocações...
Eu lembro até hoje de sentir meu chakra básico vibrar como nunca cada vez que começava a ler alguma invocação. Bom , para quem estava acostumado a sentir as vibrações ao redor, aquilo acendeu uma luz interna de alerta. E vieram aquelas perguntas tolas: será que satanismo existe? Será que esta história de vampirismo é real?
De repente um mundo se abriu. Ao digitar os nomes daqueles livros nas buscas da internet fui descobrindo grupos e mais referências.
E acabei fazendo a dedicação. Simples assim!
A pior parte foi resolver os paradoxos dentro de mim, pois para quem estava acostumado com uma maneira de entender espiritualidade, mudar para outra que era dita maléfica...
Aí lembrei que anos antes uma amiga minha havia-me dito que eu iria andar na fronteira entre o bem e o mal.
Mas não foi suficiente para resolver meus paradoxos, então um dia resolvi acabar com tudo, desaparecer dos grupos, apagar os livros que havia baixado e as entradas para páginas que falavam sobre tudo o que se relacionava ao Caminho da Mão Esquerda.
Porém, quem está contaminado por este caminho nunca mais consegue esquecê-lo, pelo menos é o que eu acho. Não levou nem um mês e lá estava eu de volta. Cheguei a fazer a dedicação novamente, desta vez com uma convicção e com um pensamento muito direcionado.
O resto é lenda...




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